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Infecção Cruzada

por  Érika Cristina Leite / Biossegurança - 10/16/12

O assunto de hoje vem ao encontro da citação sobre saliva e sangue mencionado na postagem anterior.

Infecção Cruzada, você já ouviu falar nisso?

Pois bem, é a infecção causada pela transmissão de micro-organismos de um paciente para outro, geralmente pelas pessoas (através das mãos), ambiente ou um instrumento contaminado. Este assunto começou a ter maior relevância na área da saúde após o surgimento e crescimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), levando os profissionais a se preocupar com biossegurança para proteção própria e dos pacientes.

Existem 4 vias de infecção cruzada são elas : do paciente para a equipe odontológica, da equipe odontológica para o paciente, do profissional para o profissional e de paciente para paciente. Nos consultórios os profissionais tem maior consciência dos riscos e geralmente adotam medidas de controle já que estão “cara a cara” com o paciente, mas nos laboratórios como funciona? Os técnicos tem treinamento adequado para lidar com moldes recém-chegados dos consultórios? Como tratam o contato direto com sangue ou saliva? Protegem-se? Acham normal ao trabalho, lidar com esta carga orgânica e trata-la como inofensiva? Lembram que recebem trabalhos de diversos consultórios e que cada paciente é único e pode esta carregando consigo alguma doença transmissível via oral e pode nem saber disso?

Aos interessados nesse assunto valeria trocar informações junto aos seus clientes dentistas e ou equipe odontológica, especificamente sobre medidas de limpeza e descontaminação que esta sendo (ou não) executada aos trabalhos protéticos enviados ao laboratório.

O técnico em prótese poderá através da manipulação de diversos trabalhos diferentes, estar levando através de suas mãos, micro-organismos nocivos de um trabalho a outro, o que deveria ser policiado diariamente.

Começar a pensar na infecção cruzada como via de contaminação aos trabalhos dentro do laboratório traz inquietação a respeito, bem como desperta a procura de ações que visem modificar maneiras de recebimento do material, e consequentemente, formas de enviar aos consultórios os trabalhos da maneira mais adequada possível, no quesito limpeza e embalagem.

Questões importantes e complexas a serem analisadas, mas o mais importante mesmo é trocar informações com seus clientes a respeito e procurar adotar melhoria de conduta, visando o bem comum (Tpd, equipe odontológica, paciente).

Este assunto é um pouco longo e complicado de entender rapidamente, então nas próximas postagens vou citar alguns exemplos laboratoriais, de consultório e de ambientes diversos onde existe probabilidade de infecção cruzada para elucidar de maneira mais compreensiva o assunto de relevada importância.

Entendendo como funciona o processo acredito que ficará mais fácil tentar mudar conduta de trabalho, e procurar ser melhor a cada dia, tratar os trabalhos com respeito e responsabilidade, procurando manter e devolver saúde que é nosso maior objetivo.

Grande abraço, sucesso e até a próxima postagem!

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